| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
Já não impressiona tanto a passividade dos empregados em relação ao seu papel limitado aos interesses do capital; a chamada “naturalização”, mas sim a absorção dos valores e do discurso da classe alheia; referindo-se ao interesse privado com o pronome “nós”.
O “nós”, que não somos a classe trabalhadora, sugere a idéia de pertencimento ao grupo daqueles que compram a força de trabalho.
A idéia de pertencimento é mais importante que a própria individualidade no discurso que tem como idéia central a responsabilidade, a proteção; o cuidado: o “meu gerente”, “minha diretora”, “meu departamento”.
Por outro lado, até que ponto adotar a postura e o discurso que contradiz o interesse e condição do sujeito, enquanto classe trabalhadora, seria estratégia para se manter o emprego?
A doutrina neoliberal, possuidora de “competência”, que “agrega valor”, e “otimiza recursos” para um “plano de carreira” não parece ter abafado antigas expressões, ditas abertamente no próprio ambiente de trabalho, sobre o desejo de ganhar na loteria (e parar de trabalhar), sobre a segunda-feira pesada, lenta e chata e sobre a leveza das sextas-feiras.
criado por Edson
17:17:50