11.06.07
lawrence e a normalidade
Quando cheguei, Lawrence estava sentado no sofá da sala.
Tinha um espelho grande no colo, um canudo no nariz e muitas carreiras de cocaína pra cheirar.
Fugiu de casa na adolescência. Morou na rua. Teve uma namorada que trabalhava como prostituta. Quebrou o braço de um dos policiais na briga que teve ao ver sua namorada com outro.
Ficou preso um tempo. Se incomodava com o cheiro do seu companheiro de cela; um francês que não tomava banho.
Viveu um tempo na Grécia com uma outra namorada. O pai dela era gente boa. Não confiava em homens que não bebiam.
Certa vez comprou ecstasy na saída de uma balada. Já fora, percebeu que não lhe fizera nenhum efeito. Não era de boa qualidade. Ficou furioso. Bêbado, voltou e tentou convencer o segurança a deixá-lo entrar e pegar o maldito polonês que lhe vendera o comprimido. Não teve jeito.
Lawrece, um observador do comportamento humano, não gostava de “reality shows”.
“Essa gente que aparece nesses programas é muito fora do normal”, dizia.
-
criado por Edson
23:24:17